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Confira a primeira edição online.
Editorial
por Geraldo Tavares
Das coisas que amenizam a existência do homem,
dos pequenos e grandes vícios da alma e do corpo,
dos passa-tempos diários que usamos para fugir,
ou mergulhar de vez na monotonia do cotidiano, pode-se
dizer que o mais refinado deles é a arte. Isso
já se sabe faz tempo. Dos muitos caminhos que
a arte tomou no pós-modernismo, o de maior visibilidade,
que figura a estética do agora nas principais
metrópoles do planeta, é a arte de subversão.A
mais bela forma de expressão humana, hoje, bebe
na fonte do proibido, do ilegal. A rua como meio, o
muro como veículo, o artista como produtor e
emissor de mensagem. A construção do imaginário
coletivo de uma cidade. E na hora de escolher onde intervir,
onde deixar uma marca, seria uma preocupação
estética ou uma estratégia de mídia.
Não se pode esquecer o fator risco, o eterno
fascínio humano pelo perigo. Químicas
cerebrais que não se compram em qualquer esquina,
mas se encontram em qualquer muro, de preferência
virgem, intocado. Demarcando territórios. Comunicação
de massa, design, urbanismo, paixão. Um breve
relato sobre vida do homem contemporâneo através
da arte por ele produzida. Em meio ao lixo da metrópole
surgem flores do caos.
Segue a busca.
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